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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Retomando algumas leituras básicas, (re) li os primeiros capítulos do livro da Judith Beck "Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática" e me deparei com os 10 princípios básicos da TCC. Achei uma interessante postagem para o blog, então aí estão:

1 - A Terapia Cognitivo-Comportamental está baseada em uma formulação em desenvolvimento contínuo de problemas dos pacientes e em uma conceituação individual de cada paciente em termos cognitivos.

2 - A Terapia Cognitivo-Comportamental requem uma aliança terapêutica sólida.

3 - A Terapia Cognitivo-Comportamental enfatiza a colaboração e a participação ativa.

4 - A Terapia Cognitivo-Comportamental é orientada para os objetivos e focada nos problemas.

5 - A Terapia Cognitivo-Comportamental enfatiza inicialmente o presente.

6 - A Terapia Cognitivo-Comportamental é educativa, tem como objetivo ensinar o paciente a ser o seu próprio terapeuta e enfatiza a prevenção à recaída.

7 - A Terapia Cognitivo-Comportamental visa ser limitada no tempo.

8 - As sessões de Terapia Cognitivo-Comportamental são estruturadas.

9 - A Terapia Cognitivo-Comportamental ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder aos seus pensamentos e crenças disfuncionais.

10 - A Terapia Cognitivo-Comportamental usa uma variedade de técnicas para mudar o pensamento, o humor e o comportamento.


Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (parte 2)

Conforme a última postagem, a Inteligência Emocional vem se tornando assunto bastante discutido. Para tal, dando continuidade, seguem os 14 sinais para verificar se você tem ou não IE:

1. Você sente curiosidade sobre pessoas que não conhece.


Você gosta de conhecer novas pessoas e naturalmente tende a fazer muitas perguntas depois de ser apresentado a alguém? 

Nesse caso, tem um certo grau de empatia, um dos principais componentes da IE. 

Pessoas altamente empáticas - as que estão extremamente sintonizadas com as necessidades e os sentimentos dos outros, e agem de uma maneira sensível a essas necessidades - têm uma coisa importante em comum: são muito curiosas sobre estranhos e se interessam genuinamente em saber mais sobre os outros.

Ter curiosidade sobre os outros também é uma maneira de cultivar a empatia.

"A curiosidade expande nossa empatia quando conversamos com pessoas de fora do nosso círculo social habitual, encontrando vidas e visões de mundo muito diferentes das nossas", escreveu Roman Krznaric, autor do livro "Empathy: A Handbook For Revolution" [“Empatia: Um Manual para a Revolução”].

2. Você é um ótimo líder.


Líderes excepcionais costumam ter uma coisa em comum, segundo Goleman. 

Além dos tradicionais requisitos para o sucesso - talento, ética profissional e ambição, por exemplo -, eles possuem um alto grau de inteligência emocional.

Em sua pesquisa comparando os que se saíram extremamente bem em papéis de liderança com aqueles que eram simplesmente medianos, ele descobriu que cerca de 90% da diferença em seus perfis se devia à IE, e não à capacidade cognitiva.

"Quanto mais alta a categoria de uma pessoa considerada um ator excelente, mais capacidades de inteligência emocional apareciam como motivo de sua eficácia", escreveu Goleman.

3. Você conhece suas forças e suas fraquezas.

Um grande fator da autoconsciência é ser honesto consigo mesmo sobre quem você é - saber onde você se sai muito bem e onde você tem dificuldade, e aceitar essas coisas. 

Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a identificar suas áreas de força e de fraqueza e analisa como pode trabalhar com maior eficácia dentro desse quadro. 

Essa consciência gera a autoconfiança, que é um dos principais fatores da IE, segundo Goleman. "Se você sabe em que é realmente eficaz, pode operar a partir dessa confiança", diz ele.

4. Você sabe prestar atenção.


Você é distraído por cada tuíte, mensagem e pensamento que passa por sua cabeça? 

Nesse caso, isso pode estar impedindo que você funcione em seu mais alto nível de inteligência emocional. 

Mas a capacidade de suportar distrações e se concentrar na tarefa a ser feita é um grande segredo da inteligência emocional, diz Goleman. 

Sem estar presente consigo mesmo e com os outros, é difícil desenvolver autoconsciência e relacionamentos fortes. 

"Sua capacidade de se concentrar no trabalho que está fazendo ou na sua tarefa escolar, e deixar para ler aquela mensagem ou jogar aquele videogame quando terminar - seu nível de eficiência nesse aspecto durante a infância vem a ser um fator de previsão mais forte de seu sucesso financeiro quando adulto do que seu QI ou a riqueza de sua família", diz Goleman. "E podemos ensinar as crianças a fazer isso."

5. Quando você está chateado, sabe exatamente por quê.


Todos nós experimentamos uma série de flutuações emocionais ao longo do dia, e muitas vezes nem sequer compreendemos o que está causando uma onda de raiva ou de tristeza. 

Mas um aspecto importante da autoconsciência é a capacidade de reconhecer de onde vêm suas emoções e saber por que você está chateado.

Autoconsciência também se trata de reconhecer as emoções quando elas brotam, em vez de identificá-las mal ou ignorá-las. 

Pessoas emocionalmente inteligentes recuam um passo diante das emoções, examinam o que estão sentindo e o efeito dessa emoção sobre elas.

6. Você se dá bem com a maioria das pessoas.

"Ter relacionamentos satisfatórios e eficazes - esse é um sinal [de inteligência emocional]", diz Goleman.

7. Você se importa profundamente em ser uma pessoa boa e moral.


Um aspecto da IE é nossa "identidade moral", que tem a ver com a extensão em que queremos ver a nós mesmos como pessoas éticas e cuidadosas. 

Se você é uma pessoa que se importa em construir esse lado de si mesma (independentemente de como você atuou em situações morais anteriores), pode ter um alto índice de IE.

8. Você se dá um tempo para desacelerar e ajudar os outros.

Se você criar o hábito de desacelerar para prestar atenção nos outros, seja saindo ligeiramente do seu caminho para cumprimentar alguém ou ajudar uma mulher idosa no metrô, você demonstra inteligência emocional.

Muitas pessoas, uma boa parte do tempo, estão completamente concentradas em si mesmas. E com frequência é porque estamos tão ocupados correndo em um estado de estresse, tentando fazer as coisas, que simplesmente não temos tempo para perceber os outros, quanto menos ajudar.

"[Existe um] espectro que vai da total autoabsorção a perceber e a sentir empatia e compaixão", disse Goleman.

"O simples fato é que se estivermos focados em nós mesmos, se estivermos preocupados - o que muitas vezes estamos durante o dia todo -, realmente não perceberemos totalmente o outro." 

Ser mais atencioso, em contraste com estar absorvido em seu mundinho, planta as sementes da compaixão - um componente crucial da IE.

9. Você é bom em ler as expressões faciais das pessoas.


Ser capaz de sentir como os outros estão se sentindo é uma parte importante de ter uma boa IE. 

10. Depois de cair você se levanta rapidamente.

Como você lida com os erros e reveses diz muito sobre quem você é. Indivíduos com alta IE sabem que se há uma coisa que todos temos de fazer na vida é seguir em frente.

Quando uma pessoa emocionalmente inteligente sofre um fracasso ou revés, ela é capaz de se recuperar rapidamente. 

Isto acontece em parte por causa da capacidade de experimentar com atenção as emoções negativas sem deixar que elas saiam do controle, o que oferece um grau mais alto de resistência.

"A pessoa resistente não fica presa às emoções negativas, mas deixa que elas fiquem lado a lado com outros sentimentos", disse Bárbara Fredrickson.

"Por isso, ao mesmo tempo que elas estão sentindo 'estou triste por causa disso', também tendem a pensar 'mas estou grata por isto'."

11. Você é um bom juiz de caráter.


Você sempre consegue ter a sensação de quem uma pessoa é desde o início - e suas intuições raramente se enganam.

12. Você confia em seu instinto.

Uma pessoa com inteligência emocional é alguém que se sente à vontade seguindo sua intuição, diz Goleman. 

Se você é capaz de confiar em si mesmo e em suas emoções, não há motivo para não escutar aquela voz interior (ou aquela sensação na barriga) que lhe diz que caminho deve seguir.

13. Você sempre foi automotivado.


Você sempre foi ambicioso e trabalhador quando criança, mesmo quando não era recompensado por isso? Se você é uma pessoa atuante e motivada - e consegue focar sua atenção e sua energia para perseguir seus objetivos -, provavelmente tem um alto nível de IE.

14. Você sabe dizer não.

Autorregulação, um dos cinco componentes da inteligência emocional, significa ser capaz de se disciplinar e evitar hábitos insalubres.


Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (Parte 1)

"A vida corre muito mais suavemente se você tiver boa inteligência emocional", disse ao Huffington Post o psicólogo Daniel Goleman. Mesmo autor do livro "Inteligência Emocional", que já mencionei aqui no blog e que está sendo uma ótima leitura.

O que torna algumas pessoas mais bem-sucedidas que outras no trabalho e na vida? QI e ética são importantes, mas não são tudo. Nossa inteligência emocional - o modo como gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos outros - pode ter um papel crítico para determinar nossa felicidade e nosso sucesso. Platão disse que todo aprendizado tem uma base emocional, e talvez ele tenha razão. O modo como interagimos com nossas emoções e as regulamos tem repercussões em quase todos os aspectos de nossa vida.

Para colocar em termos coloquiais, a inteligência emocional (IE) é como a "sabedoria da rua", em oposição à "sabedoria dos livros", e é responsável por grande parte da capacidade de uma pessoa de navegar com eficiência pela vida. "Quem tem inteligência emocional geralmente é confiante, sabe trabalhar na direção de suas metas, é adaptável e flexível. Você se recupera rapidamente do estresse e é resistente" (Goleman).

Os cinco componentes da IE, como definidos por Goleman, são autoconsciência, autorregulação, motivação, habilidades sociais e empatia. Podemos ser fortes em algumas dessas áreas e deficitários em outras, mas todos temos o poder de melhorar em qualquer uma delas. 

Autoconsciência: Consciência individual de si mesmo. Não há consciência sem autoconsciência.

Autorregulação: Ação ou efeito de se autorregular, regular a si mesmo sem intervenção externa.

Motivação: É o impulso interno que leva à ação.

Habilidades Sociais: um conjunto de comportamentos emitidos por um indivíduo em um contexto interpessoal que expressa sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou direitos desse indivíduo de modo adequado à situação, respeitando esses comportamentos nos demais, e que geralmente resolve os problemas imediatos da situação enquanto minimizando a probabilidade de futuros problemas.

Empatia: Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias.

Não tem certeza de qual é seu nível de inteligência emocional? 

No próximo post seguirão os 14 sinais que indicam se você tem ou não inteligência emocional. Aguardem!

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas - LFG

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

TEXTO "A CERCA"

Em uma das aulas que estou dando em um curso de Cuidador de Idosos apliquei uma dinâmica bem interessante, onde o principal objetivo era o Feedback. Ao final da dinâmica pedi que todos sentassem em círculo para ouvir um breve texto para refletirmos. 

Este texto:

Era uma vez um menino que tinha um temperamento muito forte. Seu pai deu-lhe um saco de pregos, dizendo-lhe que, cada vez que ele ficasse furioso, pregasse um prego na cerca do fundo da casa.
No primeiro dia, o garoto pregou 37 pregos, mas gradualmente ele foi se acalmando. Descobriu que era mais fácil “segurar” sem temperamento do que martelar pregos na cerca.
Finalmente chegou o dia em que o garoto não se enfureceu nenhuma vez. Contou ao pai o que havia sucedido, e o pai sugeriu-lhe que, daquele dia em diante, por cada dia que conseguisse segurar seu temperamento, retirasse um dos 37 pregos. Passou o tempo e o garoto finalmente foi dizer ao pai que tinha retirado todos os pregos.
O pai tomou o filho pela mão e levou-o até a cerca, dizendo-lhe: “Você fez muito bem, meu filho, mas a cerca nunca mais será a mesma”.

Quando você está furioso e diz coisas, elas deixam cicatriz, assim como as marcas da cerca. Você pode fincar uma faca em um homem e retirá-la. Não importa quantas vezes você possa dizer “desculpe”, a ferida assim permanecerá. Uma ferida verbal é tão ruim e tão maligna quanto uma ferida física. Amigos são joias muito raras. Eles fazem você sorrir e estimulam você a ter sucesso. Eles emprestam um ouvido amigo, repartem uma palavra de elogio e querem sempre abrir seus corações com você. Mostre a seus amigos o quanto você se importa com eles.

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas
dudu.metz@hotmail.com

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Para quem gosta de um bom livro, segue uma sugestão. "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman.
Segue um trecho, das páginas iniciais...

(...) pesquisadores estão descobrindo detalhes fisiológicos que permitem na verificação de como diferentes tipos de emoção preparam o corpo para diferentes tipos de resposta:

- Na raiva, o sangue flui para as mãos, tornando sacar da arma ou golpear o inimigo; os batimentos cardíacos aceleram-se e uma onda de hormônios, a adrenalina, entre outros, gera uma pulsação, energia suficientemente forte para uma atuação vigorosa.
- No medo, o sangue corre para os músculos do esqueleto, como os das pernas, facilitando a fuga; o rosto fica lívido, já que o sangue lhe é subtraído (daí dizer-se que alguém ficou "gélido"). Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-se, ainda que por um breve momento, talvez para permitir que a pessoa considere a possibilidade de, em vez de agir, fugir e se esconder. Circuitos existentes nos centros emocionais do cérebro disparam a torrente de hormônios que põe o corpo em alerta geral, tornando-o inquieto e pronto para agir. A atenção se fixa na ameaça imediata, para melhor calcular a resposta a ser dada.
- A sensação de felicidade causa uma das principais alterações biológicas. A atividade do centro cerebral é incrementada, o que inibe os sentimentos negativos e favorece o aumento da energia existente, silenciando aqueles que geram pensamentos de preocupação. Mas não ocorre nenhuma mudança particular na fisiologia, a não aer uma tranquilidade, que faz com que o corpo se recupere rapidamente do estímulo causado por emoções perturbadoras. Essa condição dá ao corpo um total relaxamento, assim como disposição e entusiasmo para a execução de qualquer tarefa que surja e para seguir em direção a uma grande variedade de metas.
- O amor, os sentimentos de afeição e a satisfação sexual implicam estimulação parassimpática, o que se constitui no oposto fisiológico que mobiliza para "lutar-ou-fugir" que ocorre quando o sentimento é de medo ou ira. O padrão parassimpático, chamado de "resposta de relaxamento" é um conjunto de reações que percorre todo o corpo, provocando um estado geral de calma e satisfação, facilitando a cooperação.
- O erguer das sobrancelhas, na surpresa, proporciona uma varredura visual mais ampla, e também mais luz para a retina. Isso permite que obtenhamos mais informação sobre um acontecimento que se deu de forma inesperada, tornando mais fácil perceber exatamente o que está acontecendo e conceber o melhor plano de ação. 
- Em todo o mundo, a expressão de repugnância se assemelha e envia a mesma mensagem: alguma coisa desagradou aobgosto ou ao olfato, real ou metaforicamente. A expressão facial de repugnância - o lábio superior se retorcendo para o lado e o nariz se enrugando ligeirente - sugere, como observou Darwin, uma tentativa primeva de tapar as narinas para evitar um odor ou cuspir fora uma comida estragada.
- Uma das principais funções da tristeza é a de propiciar um ajustamento a uma grande perda, como a morte de alguém ou uma decepção significativa. A tristeza acarreta uma perda de energia e de entusiasmo pelas atividades da vida, em particular por diversões e prazeres. Quando a tristeza é profunda, aproximando da depressão, a velocidade metabólica do corpo fica reduzida. Esse retraimento introspectivo cria a oportunidade para que seja lamentada uma perda ou frustração, para captar suas consequências para a vida e para planejar um recomeço quando a energia retorna. É possível que essa perda de energia tenha tido como objetivo manter os seres humanos vulneráveis em estado de tristeza para que permanecessem perto de casa, onde estariam em maior segurança. 

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

DE GÊNIO E LOUCO...

Os transtornos mentais afetam muito mais pessoas do que se imagina. Muitas dessas pessoas vivem seu dia-a-dia normalmente, adaptando-se ao seu meio. Dentre elas, alguns famosos, gênios em suas áreas de atuação, citados abaixo:


Isaac Newton foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Ele inventou o cálculo, desenvolveu a Lei da Gravidade e construiu o primeiro telescópio refletor. Mas, apesar do brilhantismo, era conhecido por seus transtornos mentais. Newton era uma pessoa de difícil convivência e apresentava mudanças drásticas de humor. Alguns autores sugerem que ele tinha transtorno bipolar e esquizofrenia.




Abraham Lincoln é conhecido por seus grandes feitos como presidente dos Estados Unidos. Mas apesar do sucesso, ele era descrito como um indivíduo de tendências melancólicas. Tinha crises profundas de depressão e ficava debilitado com frequência. Alguns autores afirmam que Lincoln tentou cometer suicídio.


O famoso compositor Ludwig Van Beethoven tinha transtorno bipolar, de acordo com autores. Quando jovem, sofreu muito com o pai - que o agredia fisicamente e o pressionava a estudar música. As surras constantes contribuíram para que ele perdesse a audição. Beethoven tinha períodos de grande excitação e energia , seguidos de momentos de extrema depressão. Para se ver livre das crises, usava drogas e álcool.


De acordo com alguns autores, o escritor Edgar Allan Poe, famoso por suas histórias de terror, sofria de transtorno bipolar. Ele bebia muito e certa vez escreveu uma carta descrevendo seus pensamentos suicidas.




John Nash, o matemático que inspirou o filme 'Uma Mente Brilhante' e ganhador do Nobel de Economia, tem esquizofrenia paranoide. Ele já passou por vários hospitais psiquiátricos, sempre contra sua vontade, nos quais recebeu tratamentos com drogas antipsicóticas e injeções de insulina (que provocam períodos de coma). Gradualmente, Nash se recupera e eventualmente dá aulas de matemática na Universidade de Princeton.


Vincent van Gogh, famoso por quadros como 'A Noite Estrelada' e 'A Cadeira de Van Gogh', sofria de transtornos mentais. Além disso, de tanto beber absinto, ele adquiriu uma lesão no cérebro que causava ataques epilépticos. Certa vez, devido a uma crise, decepou sua própria orelha esquerda. Alguns autores afirmam que ele poderia ter transtorno bipolar, pois tinha variações constantes de humor. Suicidou-se aos 37 anos de idade.


Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas - LFG













sexta-feira, 8 de agosto de 2014

LIBERDADE

Bom dia! Boa sexta-feira! Dando aquela olhada no Facebook passo por esta postagem de um amigo, colega de profissão e ex-colega de trabalho. Apreciem, pois é uma ótima reflexão.

Somos seres libertos em um universo social?
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A definição de liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional; (Aqui já me pergunto, não seria mais lógico, sermos libertos pelas emoções ao invés das razões?
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Ser livre significa agir de acordo com sua natureza (Spinoza)
A ação humana não é absolutamente livre (Schopenhauer).
A liberdade humana revela-se na angústia. A responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva que o faz mentir para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões. (Sartre)
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Em meio a idéias, as vezes verbalizo para as pessoas:
EXISTEM LIBERDADES QUE SERVEM COMO VERDADEIRAS PRISÕES, BEM COMO PRISÕES QUE SERVEM COMO VERDADEIRAS LIBERDADES. 
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Gosto da ideia de universos particulares, não necessariamente solitários, mas regidos pelos sentimentos e natureza do ser. Para isso, há de se criar, escolher, vivenciar, equilibrar estes universos do ser X universos do social, razão X emoção, pressão X desligamento. Nos moldes que as regras e definições de condutas aceitáveis e normais andam, gosto de enfatizar que justamente, estes universos paralelos na forma de agir e pensar, sejam verdadeiros sinais de ‘IN’sanidade.... gosto disso 
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Em vez de nos preocuparmos com o significado dos termos muitas vezes, o mais fundamental é conhecer o significado das essências e de suas vertentes e formas de procurar fazer-se respirar, buscando nada mais, nada menos, do que o que se tem como natureza humana.
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Codo já dizia: O bicho homem é bom, o homem social e aprendido, é parcialmente corrompido.

Texto de Carlos Eduardo Seixas

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas