Pesquisar este blog

quarta-feira, 21 de maio de 2014

BOA LEITURA

     Segue um ótimo livro para quem é fã de Sherlock Holmes, assim como eu. Este é um dos livros que gosto de ler fora da psicologia. É o primeiro a postar aqui, mas virão outros.


     Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte.
     O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar - por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A QUEM O PSICÓLOGO INCOMODA?

Texto retirado de uma publicação no facebook. Achei muito interessante e vale a reflexão. Bom dia a todos!

Incomoda os pais que acham que devem controlar seus filhos;
Incomoda o patrão que quer um funcionário dócil e obediente;
Incomoda o professor e o diretor da escola que quer um aluno comportado;
Incomoda o médico que quer ser o senhor absoluto da saúde humana;
Incomoda o juiz que quer ser o senhor da vida alheia;
Incomoda o dirigente que acha que conhece todos os assuntos;
Incomoda o religioso intolerante às crenças alheias;
Mas, de fato, o psicólogo incomoda os que querem controlar a vida das pessoas, pois a função do psicólogo é fazer fluir a liberdade, a liberdade de ir e vir, a liberdade de expressão, a liberdade de ser feliz.
O psicólogo não incomoda os pais que sabem educar, não incomoda o patrão justo, não incomoda o médico ético, não incomoda o juiz conhecedor dos direitos humanos, não incomoda o dirigente que quer o melhor para seus comandados e não incomoda os que respeitam as escolhas alheias.
Os que se incomodam com os psicólogos são os que mais precisam deles.
RICARDO PORTELLA

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O PIQUENIQUE DAS TARTARUGAS - TRABALHO EM EQUIPE

Este texto foi apresentado em alguns grupos que realizei no meu trabalho na Prefeitura de Jari. Identifica pontos chave sobre motivação e trabalho em equipe. Vale a pena conferir e utilizá-lo.

     A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!
     Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.
     A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.
     Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias… Seis dias… Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não aguentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.
     Quando ela deu a primeira “dentada” no sanduíche, a pequena tartaruga saiu detrás de uma árvore e gritou:
- Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal.

     No trabalho em equipe, e também em nossas vidas, muitas vezes as coisas acontecem mais ou menos desse jeito. Desperdiçamos muito tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas, e ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo, que deixamos de fazer a nossa parte, de fazer o que se espera de nós. 
     Entre o estímulo e a resposta, há um espaço, onde estão a liberdade e o poder de mudar as nossas escolhas. Entre qualquer coisa que tenha acontecido ou esteja acontecendo a você neste momento, e a sua resposta a elas, há um espaço em que você tem a liberdade e o poder de escolher a sua resposta. E estas respostas é que vão governar o seu crescimento, suas realizações e suas contribuições para que você e sua equipe se tornem cada vez melhor. 
     Se os outros não estão fazendo a parte que lhes compete, em vez de deixar-se influenciar por esta situação, escolha fazer o melhor, decida fazer a sua parte com excelência, porque dessa maneira você é quem influenciará as pessoas, ajudando a tornar a equipe e o ambiente de trabalho melhores a cada dia.

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

domingo, 27 de abril de 2014

Filmes Sobre Transtornos Mentais

     Gosto muito de assistir filmes. Com meu estudo contínuo em psicologia, pesquiso sobre assuntos relacionados em filmes, documentários, etc. Seguem abaixo três filmes que já assisti e que recomendo muito! São ótimos filmes!!

    Baseado em uma história real, o filme conta a história de Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), um esquizofrênico que mora nas ruas de Los Angeles e toca violino e violoncelo. Atraído pelo som do violino, o jornalista Steve Lopez (Robert Downey Jr.) se aproxima e surge aí uma relação entre eles. Com o objetivo inicial de fazer uma matéria sobre Nathaniel, vemos que o relacionamento vai além disso, chegando a, porque não dizer, uma amizade. Por falar de música e de alucinações – que são sintomas da esquizofrenia de Nathaniel -, o filme estimula e emociona, principalmente nas cenas em que o músico está tocando. De um modo geral, é um bom filme para compreender melhor a esquizofrenia.

     Considerado um drama psicológico, esse filme conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que tem na dança a sua vida. Nina mora com a mãe, que é bailarina aposentada e estimula a ambição profissional da filha. Certo dia, o diretor artístico da companhia decide substituir a bailarina principal na apresentação de abertura da temporada e Nina é a sua primeira escolha. Após isso, Nina passa a considerar as outras bailarinas como concorrentes, inclusive Lily (Mila Kunis), que é a que mais impressiona o diretor. Para a apresentação de O Lago dos Cisnes, deverá ser escolhida uma bailarina que seja capaz de interpretar tanto o Cisne Branco, com inocência e graciosidade, quanto o Cisne Negro, que representa a malícia e a sensualidade. A busca por essa dualidade acaba causando um conflito na mente de Nina, que busca obsessivamente aperfeiçoar o seu cisne negro. Diante de tudo isso, vemos a sua sanidade desaparecer.

     Baseado em um fato real, Uma Mente Brilhante fala sobre o gênio da matemática John Nash (Russell Crowe), que ganhou fama no mundo acadêmico após formular um complexo teorema aos 21 anos de idade. Por causa da sua habilidade com a matemática, Nash começa a trabalhar secretamente para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A partir daí, sentindo-se sempre perseguido, Nash põe em perigo a sua carreira e o seu casamento, pois aí começam os seus delírios e alucinações. Anos mais tarde, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e deu início a sua luta contra a doença, reintegrando-se lentamente à sociedade e chegando a ser premiado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel. Esse também é um bom filme para ilustrar um caso de esquizofrenia.

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

terça-feira, 22 de abril de 2014

Leitura Interessante Para Mulheres (e para homens). Líderes ou Não!

     Em minhas pesquisas sobre a gestão feminina encontrei esse livro, muito interessante e que me trouxe enorme satisfação em continuar pesquisando. Segue abaixo alguns parágrafos que resolvi destacar. Vale a pena a leitura.

“Entendo as pressões externas que obrigam as mulheres a apostar na segurança e na estabilidade. Os estereótipos de sexo podem dificultar o ingresso em posições tradicionalmente ocupadas por homens. (...) Não gostar de riscos no trabalho também pode levar as mulheres a uma maior relutância em aceitar desafios. Segundo minha experiência, são mais os homens que procuram tarefas além de suas atribuições e assumem projetos de alta visibilidade, enquanto as mulheres tendem mais a recuar.” (pág. 83-84)

“(...) os líderes deviam se empenhar mais na autenticidade do que no perfeccionismo. Essa mudança é boa notícia para as mulheres, que tantas vezes se sentem obrigadas a reprimir suas emoções no trabalho, na tentativa de passar uma imagem mais masculina segundo os estereótipos. E também é uma boa notícia para os homens, que podem estar fazendo exatamente a mesma coisa.” (pág. 115-116)

“(...) quando se trata de integrar carreira e família, um planejamento muito antecipado pode fechar portar, em vez de abrir. (...) Quando as mulheres saem do mercado de trabalho, raramente é fruto de uma grande decisão isolada. Pelo contrário, elas vêm tomando um monte de pequenas decisões ao longo do processo, fazendo concessões e sacrifícios que lhes parecem necessários para ter uma família. Entre as várias formas de refrearem, talvez a mais difusa é que elas saem antes de sair.” (pág. 118)

“As escolhas pessoais nem sempre são tão pessoais como parecem, Todas nós sofremos a influência das convenções sociais, da pressão dos colegas e das expectativas familiares. Coroando todos os fatores, as mulheres têm recursos para deixar de trabalhar costumam receber não só permissão, mas também incentivos de todos os lados para sair do emprego.” (pág. 127)

“Assim como as mulheres têm de ser mais reconhecidas no trabalho, os homens têm de ser mais reconhecidos em casa. Tenho visto muitas mulheres que, sem perceber, desestimulam o marido na hora de fazer sua parte, porque são controladoras ou críticas demais. Os cientistas sociais chamam de ‘fiscalização materna’, um nome bonito para ‘Aimeudeus, não é assim que se faz! Sai daí e me deixa fazer!’” (pág. 137)


REFERÊNCIA: SANDBERG, Sheryl; SCOVELL, Nell. Faça Acontecer: Mulheres, trabalho e a vontade de liderar. 1ª Ed. Trad. por Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

Eduardo S. Metz
Psicólogo - CRP 07/19385
Especialista em Gestão de Pessoas

domingo, 13 de abril de 2014

CARTA DE UM IDOSO: TEXTO PARA REFLETIR

     Das experiências profissionais que tive, pude trabalhar com um grupo de idosos, em uma casa geriátrica. Em um dos encontros levei esse texto, li para o grupo e conversei com eles sobre a vida, sobre suas experiências. Com certeza saí com muito mais bagagem de vida dali, pois cada um trouxe uma experiência, um sentimento. Segue para quem quiser usufruir de uma boa reflexão nesta tarde de domingo!

CARTA DE UM IDOSO: TEXTO PARA REFLETIR


     O dia em que este velho não for mais o mesmo, tenha paciência e me compreenda. Quando derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas em que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.
     Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que sabes de sobra como terminam, não me interrompas e me escute. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma estória até que fechasses os olhinhos.
     Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Penses, quantas vezes, pacientemente, troquei tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso. Não me reproves se eu não quiser tomar banho, sejas paciente comigo.
     Lembra-te dos momentos que te persegui e os mil pretextos que inventava pra te convencer a tomar banho.
     Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário, e que não me machuques com um sorriso sarcástico. Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço da minha perseverança.
Se em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos falando, tenhas paciência e me ajude a lembrar. Talvez a única coisa importante pra mim naquele momento seja o fato de ver você perto de mim, me dando atenção, e não o que falávamos.
     Se alguma vez eu não quiser comer, saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo. Também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir.
     E quando minhas pernas falharem por estar tão cansadas, e eu já não conseguir mais me equilibrar… Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando tu começastes a caminhar com tuas perninhas tão frágeis.
     E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo. Compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em meus braços, como antes.
     Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E até quando me for, construirei para ti outra rota em outro tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.
     Não te sintas triste ou impotente por me ver assim. Não me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração, compreenda-me e me apoie como o fiz quando começastes a viver. Isso me dará forças e muita coragem.
     Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, te peço que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente,
Teu velho.
(Autor Desconhecido)


Eduardo Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dinâmica: Balões dos Problemas

Primeiramente gostaria de agradecer aos 200 visitantes!!! 

Nessa nova postagem, preparei uma dinâmica que tenho utilizado muito nos grupos que tenho feito. É uma ótima dinâmica, podendo ser adaptada para várias situações.

DINÂMICA DOS PROBLEMAS

- Material: Balões; tiras de papel com palavras (soluções).

- Coloque tiras de papel dentro dos balões antes de entregar aos participantes com possíveis soluções para os problemas.
- Reúna os participantes em círculo. Peça para que fiquem em pé. Distribua um balão para cada um, explicando que esse balão é como se fosse um problema, algo de ruim que temos que lidar. 
- Peça que joguem seus balões para cima, mantendo-os no ar, sem deixar cair no chão. Motive-os para isso, dizendo frases como "esse é o seu problema, sustente-o".
- Peça para que caminhem pela sala, fazendo com que se cruzem entre si e diga: "às vezes nossos problemas cruzam com os problemas dos outros".
- Retire uma pessoa do círculo, deixando um balão a mais e explique que agora os participantes deverão sustentar, além de seu próprio problema, o problema do colega que sentou.
- Vá retirando alguns participantes, um a um, até que sobre um número mínimo de participantes que consigam manter os balões no ar.

- Após sentarem novamente, pergunte como se sentiram, primeiro para quem sentou antes e depois para quem ficou no círculo até o final.
- Diga para estourarem os balões e discutam sobre as possíveis soluções que estão dentro dos balões. Você pode pedir para que cada um leia a sua e interprete a sua maneira.

OBS.: No caso de grupos onde os participantes não possam ficar em pé - grupo de idosos, por exemplo - você pode pedir para que fiquem passando os balões em círculos, uns para um lado e outros para outro lado. Coloque menos balões se for o caso.

Sugestão para soluções nas tiras de papel dentro dos balões: Compaixão, Diálogo, Amizade, Solidariedade, Troca, Confiança, Cooperação, Apoio, Aprendizado, Paciência, Tolerância, Motivação, Aceitação.

Obrigado e façam bom proveito!

Eduardo Metz
Psicólogo - CRP 07/19.385
Especialista em Gestão de Pessoas